Yayoi Kusama: Arte e Loucura

Loucura e arte não caminham necessariamente juntas. Mas, algumas pessoas conseguem transforma transtornos em arte. É o caso da japonesa Yayoi Kusama, de 84 anos. Considerada um dos maiores nomes da arte contemporânea e também um ícone da moda, ela vive há mais de 30 anos, por iniciativa própria, numa instituição psiquiátrica em Tóquio.

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A Princesa das Bolinhas, como é conhecida, transpõe para telas, roupas, vídeos, esculturas e até para corpos nus as formas e cores psicodélicas que enxerga em suas alucinações; principalmente em bolinhas.

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Kusama sofre de transtorno obsessivo compulsivo e alucinações desde a infância. Desde cedo, os transtornos mentais da menina se traduziram em arte e na criação de uma identidade visual bem única.

A produção artística ajudou Kusama a canalizar suas ideias e manter-se viva. Já no fim dos anos 1950, ela começou a trabalhar em uma de suas mais celebradas séries, “Infinity net” (“Rede infinita”).

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Kusama chegou a Nova York em 1957, e lá entrou em contato com artistas como Donald Judd, Joseph Cornell e Andy Warhol. Foi na cidade americana onde ela começou a fazer performances, em que pessoas nuas eram cobertas com sua marca registrada: as bolinhas.

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Ainda assim, foi somente há dois anos que o trabalho dela ganhou suas primeiras grandes exposições internacionais: em 2011, no Reina Sofía, em Madri, e no Centro Pompidou, em Paris; e, no ano passado, na Tate Modern, em Londres, e no Whitney Museum, em Nova York. Sem falar na sua produção de estampas para a grife Louis Vuitton.

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Quando ela voltou ao seu país, decidiu viver numa instituição psiquiátrica. O Japão era, e de certa forma ainda é, um país profundamente patriarcal, em que as mulheres não têm as mesmas liberdades que os homens. É também uma cultura conformista, e o trabalho de Kusama, sua personalidade singular e, sem mencionar o fato de que ela discute publicamente sua doença mental, fizeram com que ela não fosse muito compreendida até recentemente.

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Hoje, ela vive o auge de sua fama internacional, figurando como a terceira artista mulher que mais ganhou dinheiro com seu trabalho; ao longo da vida, já faturou cerca de US$ 127,7 milhões.

Entre os maiores destaques está um de seus trabalhos: o “Campo de falos” — um jardim decorados com bolas vermelhas e brancas numa sala espelhada.

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Não é preciso ser um grande especialista para notar o número excessivamente alto de artistas das mais diversas áreas que sofrem de algum distúrbio mental. E também o quanto a expressão artística funciona como tratamento para muitos transtornos. Yayoi Kusama encarna os dois lados dessa equação. Seus trabalhos são uma expressão de seu mundo interior, mas também funcionam como uma forma de evitar o suicídio, em suas próprias palavras.

“Eu sou inspirada por todo o universo, pela Humanidade e por ilusões e sonhos que existem dentro de mim — afirma a artista. — Vez por outra, mensagens sobre as mais diversas coisas nascem dos meus conflitos mentais, resultando na criatividade da minha arte. (…) Mas a minha arte é também necessária para que eu lute contra meus sentimentos de morte”.

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Não é por acaso também que os remédios usados no tratamento de transtornos costumam “cortar” a criatividade, embora devolvam ao paciente uma vida praticamente normal. Ou, nas palavras de Kusama:

“Eu tomo remédios todos os dias, exceto quando estou pintando”.

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